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2014-08-21

Atleta Francisco Amarante, do GDG Basquetebol, em discurso directo

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O atleta do GDG Basquetebol, Francisco Amarante, recentemente campeão distrital de Sub14 masculinos, foi um dos três atletas portugueses escolhidos pela Federação Portuguesa de Basquetebol e que participou no CAMP PASS IT ON, que decorreu em Istambul-Turquia entre os dias 11 e 18 de agosto.

Este Campus Internacional de Basquetebol foi organizado pela FIBA (Federação Internacional de Basquetebol) e juntou cerca de 200 atletas com idades compreendidas entre os 9 e os 16 anos e perto de 100 treinadores, representando, ao todo, 87 nacionalidades.
O GDG Basquetebol ouviu, em discurso directo, esta importante experiência vivida pelo seu jovem atleta e que será, claramente, um marco importante no seu percurso na modalidade.

Francisco, qual foi a sensação quando soubeste que tinhas sido seleccionado e como é que te chegou esse convite?
A sensação ao receber a notícia foi pensar que estavam a brincar comigo, que alguém queria pregar-me uma partida. Depois de ter a certeza, foi uma surpresa muito agradável pois não esperava nada por isto.
Recebi o convite através do Director Técnico da ABA, Prof. Pedro Cura, a quem quero aqui deixar aqui o meu obrigado.
Como é que te preparaste para este Campus? Alteraste as tuas rotinas, sentiste uma ansiedade…
Preparei-me para o campus de uma forma normal. Treinei em casa, nos treinos que ainda decorreram e também sozinho. Nada de especial mas treinei muito tempo, sempre a pensar que o que ira fazer lá era aprender mais.
Tinhas alguma noção do que irias encontrar? Perguntaste a alguém como é que podia ser?
Não sabia nada como iria ser. Sabia que iria ser certamente uma boa e única experiência mas não sabia como era o ritmo, nem nada disso. Não falei com ninguém que já tivesse ido ou que soubesse como era, até porque não encontrei muita informação disponível.
Foste de avião…
Pois… A viagem até foi boa, foi confortável, embora com um pouco de frio na barriga porque ia de avião. Mas correu muito bem. Quando chegámos lá já tínhamos as pessoas à nossa espera para nos transportarem para o CAMP PASS IT ON.
Que actividades foram realizadas no Campus? Foi apenas basquete ou houve outro tipo de acções?
O Campus não servia só para aprender basquetebol, para ouvir os treinadores e a sua experiência, para treinar (muito) e para jogar. Claro que o conceito principal era o basquetebol, mas havia todos, ou quase todos os dias, actividades em grupo onde se conheciam diferentes culturas e onde se faziam bons e muitos amigos.
O que é que mais te marcou nesta experiência?
O que foi mais marcante para mim foi a interacção necessária e importante, dentro de uma equipa, que temos te ter no jogo colectivo 5x5. Este espírito de equipa esteve permanente durante em toda a semana. E foi muito importante até porque estávamos a relacionar-nos com outras pessoas do outro lado do mundo e que nunca poderíamos ver na vida. Isso foi muito bom.
Mas nem tudo foram ‘rosas’…
Isso é que era bom… A maior dificuldade que senti foi entender turco muito embora não fosse preciso.
Mas foi também trabalhar todos os dias. O cansaço acumulado era muito e é difícil gerir isso, mas o mais importante é estar sempre alegre, fazendo amigos. Basta dizer que começávamos as 07.30 da manhã e terminávamos pelas 24.00 horas, tendo quase diariamente cerca de 6 horas de actividades, durante toda a semana, entre jogos e treinos.
O que te enriqueceu… o que é que achas que esta experiência te pode ajudar como pessoa e atleta?
Este Campus serviu também para sermos mais independentes, termos mais cuidado com as nossas coisas. Mas acima de tudo serviu para todos fazermos e aprendermos a fazer aquilo que mais gostamos que é jogar basquetebol. Fui para lá para aprender a fazer isso melhor, aprendendo novas coisas, novos exercícios e muitas mais coisas. E claro, aproveitar também para mostrar quem somos e o que somos capazes de fazer.
Alguma vez pensaste sonhar com uma “aventura” assim?
Não! Nunca pensei que isso acontecesse. É uma experiencia que quem a vive nunca a vai esquecer e eu pensava sempre que nunca iria teria essa oportunidade. Agradeço muito por me a terem dado.
Isso significa que o Campus superou as tuas expectativas…
Superou e muito aquilo que eu estava à espera. É uma sensação espectacular estar dentro de campo e a treinar com pessoas que não conhecemos ou que conhecemos há dois dias e já somos bons amigos, jogando em equipa sem mesmo nunca estarmos parados pois tínhamos sempre coisas para fazer. É mesmo espectacular.
Obrigado por esta experiência a quem acreditou e confiou em mim para representar Portugal nesta festa onde o basquetebol é rei, mas onde também se cultiva um projecto de responsabilidade social da federação turca de Basquetebol e da FIBA, tendo incumbido a missão a cada um dos participantes de promover em cada país os valores do basquetebol.
Que mensagem queres deixar aos teus colegas e treinadores.
A mensagem que tenho para os meus colegas e treinadores é dizer obrigado por me ajudarem a crescer todos os dias como pessoa e como atleta e quero pedir que me continuem a ajudar pois o caminho é longo.
Em jeito de conclusão e esquecendo agora o basquetebol. O que foi para ti ir até à Turquia?
Foi uma experiência fora do normal. Ver outra cidade. Ver coisas tão bonitas dentro dela e no fim ir jogar basquetebol para terminar com a cereja no 'topo da bola'.

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